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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Palavras saltando

 

PALAVRAS SALTANDO
 
O poeta é como um livro
Com as páginas abertas ao vento
Vão soltando poesia
Saltando a todo o momento
 
Escrevendo a cantar
Há música nas palavras
É a poesia a chorar
São lágrimas salgadas
 
Tudo soa a poesia
São palavras melancólicas
São já frases coloridas
Tocando guitarra, piano ou harmónicas
 
Já são velhas as palavras
Serão peças de museu
Mas vão-se rejuvenescendo
Estão sempre no apogeu
 
Milhões de palavras escritas
É a poesia da história
Uma poesia erudita
Será sempre a nossa memória
 
Palavras são como os bombons
Adoçam quem as escreve
Vale a pena absorver
Vão derretendo como a neve
 
Será que isto é poesia?
Ou apenas palavras saltando
De uma mente em evolução
Vasculhando até quando?
 
Luís Pragana
29-07-2008
 
 
publicado por Lausinho às 16:42
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

No tempo da ditadura

 

NO TEMPO DA DITADURA
 
Fui uma criança como tantas outras neste pa    ís
Que muito cedo foi trabalhar
Sou de uma família numerosa
E mesmo o poucochinho dava para ajudar
 
Nem aos domingos me safava
Ia com um padrinho da minha mãe
Fruta ia vender para fronteira Vilar Formoso
E a aldeia de Nave-de-Haver
 
Chegados à fronteira
Já com a fruta na banca montada
Pela manhã ia a Fuentes de Onoro
As compras que ela me mandava
 
Era já uma rotina aos domingos
Lá na banca gente estranha se juntava
Sempre que me deslocava de Fuentes
Atrás de mim seguia gente carregada
 
Como conhecia os caminhos
A madrinha da minha mãe Pedia para os levar
Eu espreitava na estrada
E só depois mandava avançar
 
Os Guarda-Fiscais eram como cães
Passavam de bicicleta a fiscalizar
E os senhores da PIDE
Sempre os fintei até me deixar apanhar
 
Tinha apenas quinze anos e um dia
Quando de Fuentes estava a regressar
Fui abordado por um PIDE de chapéu
Que me agarrou e me obrigou a acompanhar
 
Levou-me então para a alfândega
Onde o interrogatório tive que aturar
Não percebia o que me diziam
Estavam sempre a dizer que pessoas andava a passar
 
Passei ali o dia inteiro
Como outros que também se tinham deixado apanhar
E um houve que me explicou
Estão-te a acusar de pessoas andares a passar
 
E foi aí que pela primeira vez
Que soube que era um passador
E comecei a ter medo da PIDE
Que torturavam até um menor
 
Luís Pragana
25-07-2008
publicado por Lausinho às 17:06
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Depois do tiroteio

DEPOIS DO TIROTEIO

 
Afinal o que aconteceu
Aos artistas que no bairro andaram aos tiros?
Será que a cena do filme não dá para identificar?
Ou vão fazer uma repetição para depois os apanhar?
 
Estes actores do tiroteio
Já os deviam ter encarcerado
Porque se não os meterem na grelha
Algo de muito mau neste país está errado
 
Gostava de ver se em vez de ciganos
Se fossem gadges,
A policia há muito tempo
Os tinha corrido a pontapés
 
Senão experimentem ir contestar
Para a frente de qualquer Câmara deste país
Acampem junto à porta principal
E certificar-se-ão o que este cidadão aqui diz
 
Nada tenho contra estes cidadãos
Mas não podem ficar impunes
As autarquias não podem ser condescendentes
São cidadãos portugueses não os tratem diferentes
 
Os actores que fizeram este filme
Teimam em as pessoas intimidar
Só assim se sentem protegidos
Para as pessoas afastar
 
Espero que os responsáveis pelo tiroteio
Sejam banidos deste bairro
Os cidadãos têm direito de viver
Sem se preocuparem com tiroteios no bairro
 
Luís Pragana
25-07-2008
publicado por Lausinho às 16:40
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Guarda - uma flor de neve

 

GUARDA
Uma flor de neve
 
És uma flor de neve
Fria e destemperada
A enregelar de ternura
Ó Guarda ó minha amada
 
Fria e encantadora
Acima de tudo verdadeira
És uma flor especial
Ó bela cidade da Beira
 
Quem te ama por ti sofre
Duma loucura sem fim
Por isso ó minha terra
Amar-te-ei até ao fim
 
O amor é como a neve
Encanta quando aparece
Vai-se diluindo com o tempo
Derrete quando arrefece
 
Luís Pragana
23-07-2008
 
 
 
 
 
publicado por Lausinho às 11:46
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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Violência na cidade

 

VIOLÊNCIA NA CIDADE
 
As imagens deste foco de violência
Que despoletou na Quinta da Fonte em Loures
É mais um foco da realidade
Para demonstrar ao governo que nem tudo são flores
 
Não será pois um caso isolado
É sim uma mostra de politicas erradas
Que muitas da autarquias cometeram
Pois as sociedades ainda não estão integradas
 
Acumula-se a marginalidade
Este sindroma de guerra urbana vai acentuar-se
Sem emprego e sem perspectiva de futuro
A violência vai ainda agravar-se
 
O problema deste bairro
Vem apenas demonstrar
Que basta de tolerância
Têm de fazer um esforço para se integrar
 
Afinal em que contribuem
Estas comunidades para o nosso bem-estar
É por estas e por outras
Que o nosso país jamais se irá estabilizar
 
Para qualquer cidadão comum como eu
Que passamos a vida a contribuir
Se nos dessem casa e dinheiro
Também deixaríamos de bulir
 
Agora dão-se ao luxo
De as chaves das casas entregar
Se não querem viver como gente
Deixem-nos às barracas voltar
 
Estamos fartos de contribuir
Para milhares que nada fazem e só querem usufruir
Passam a vida a reclamar
Estão constantemente a exigir
 
Para milhares de pessoas
Que esperam anos por uma casa
Sentem-se ainda mais revoltados
Porque aqueles que estão bem depressa levantam asa
 
A sociedade começa a sentir a violência
No filme só mostra os ciganos armados
Os africanos santos não serão
Mas acabaram por não ser filmados
 
Espero que o governo
Não ceda a esta situação
Tratem de punir os culpados
Ou mais focos de violência surgirão
 
Luís Pragana
15-07-2008
publicado por Lausinho às 11:54
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