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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Crónica de um analfabeto

 

CRÓNICA DE UM ANALFABETO
 
Sou um cidadão como milhares
Que vive neste país
Não passarei de um analfabeto
Mas vejo que o país está como se diz
 
Na minha simples opinião
Sei que há muita gente iluminada
Só que andam com as lâmpadas fundidas
Porque a iluminação está deteriorada
 
Como foi possível este retrocesso
O nosso povo vive numa miséria pegada
Ninguém jamais pensou ser alcançado
O país empobreceu e a pobreza está enraizada
 
Afinal o que falhou?
Como foi possível chegarmos aqui
Há milhares de portugueses sem futuro
E outros milhares vêm aí
 
Mas eu sou analfabeto
 
Tantas ilusões e frustrações
Sonhos não concretizados
Com tanto tempo perdido
Somos um país de falhados
 
Portugal anda sem rumo
Tem que encontrar um astrolábio
Porque tem andado às voltas e neste oceano europeu
Para navegar tem de ser um sábio
 
Faz falta um visionário
Que nos ajude a ver o futuro
Os ventos sopram fortes
O pais precisa de um líder maduro
 
Mas terá que sacudir
Estes seres iluminados
Que empurraram o pais para o caos
E a democracia têm ridicularizado
 
Mas eu sou analfabeto
 
Num ano de previsões
Já que toda a gente as faz
Porque não um cidadão comum
Já que os iluminados não acertam e não são capaz
 
Depois de três anos a apertar o cinto
Já não há buraco para segurar
Vão mandar para o desemprego
Muitos que não pensaram mandar
 
O governo que nos prometeu mundos e fundos
Acabou com o que restava
Afinal o sacrifício foi em vão
Sabiam que da recessão não se safava
 
É por isso que com tristeza
O que vou dizer nesta crónica
O país não esperava dez por cento de desemprego
Numa queda acentuada
 
Mas eu sou analfabeto
 
Só quem está fora da realidade
Ou tenha falta de visão
Se pode regular pelos números
Que os nossos governantes anunciam na televisão
 
O governo está muito a leste
Nunca deu conta que as pequenas empresas seguravam a economia deste pais
Com o saque que as finanças fizeram a estas empresas
O pai está hoje como se diz
 
Não pondo em causa as dívidas
Pois quem deve terá que pagar
Só que as empresas assim fecham já não recebem
E com mais desemprego terão que levar
 
Os nossos deputados deviam acompanhar mais
O quotidiano do cidadão
Porque andam muito mal informados
Se viessem para o terreno
Teriam melhor resultado
 
Mas eu sou analfabeto
 
Como é que o senhor engenheiro
Pensa que as empresas ao empréstimo podem recorrer
Se já estão com dividas ao estado
Ficam logo excluídas de ao crédito concorrer
 
Quem trabalha desde muito cedo
E para a olhar para trás a pensar
Chegará à conclusão
Que passou a vida a sonhar
 
As reformas são miseráveis
Só os doutores políticos e administradores se safa
Porque quem quis fazer alguma coisa da vida
Na velhice andará sempre à rasca
 
É tão grande a desilusão
Que me atrevo a dizer
Que o pais fez um retrocesso
Que nunca pensamos voltar a viver
 
Mas eu sou analfabeto
 
Cada vez são mais os miseráveis
Agora a classe media empobreceu
Temos miseráveis mais cultos
Que o pais nada engrandeceu
 
Mas como eu sou analfabeto
Não me vão levar a serio
O que eu escrevo será irreal
Que este pais é um mistério
 
Só gostava que houvesse um governo
Que tivesse a coragem
De congelar com as reformas milionárias
Para as reformas mais baixas terem outra margem
 
É uma vergonha nacional
As reformas que dão a quem, toda a vida trabalhou
Depois até na velhice
Temos que nos baixar a esta gente que sempre nos chulou
 
Mas eu sou analfabeto
Pobre pais onde se concentram milhares de ilusionistas
Que conseguem fazer desaparecer
Milhões de euros sem dar nas vistas
 
Só que os artistas nesta área
É tudo gente fina já credenciada
São guardadores de um segredo milenar
De uma arte que jamais será divulgada
 
Se não fossem estes malabaristas
O país não estaria como está
Assim jamais sairá de penúria
Enquanto estes gatunos andarem, por cá
 
Mas eu sou analfabeto
 
 
Luís Pragana
 Fevereiro 2009
 
 
 
 
 
publicado por Lausinho às 15:12
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